Próximas Expedições

Confira nosso calendário anual

» Veja o calendário completo

Gente de Montanha na Mídia

Depoimentos

» Veja todos os depoimentos

“Por volta de 1992, quando eu tinha 10 anos, minha família e eu nos mudamos de Santo André para o interior de SP. Acontece que naquela mudança, mexendo em alguns dos vários livros que meu pai tinha (e ainda tem), descobri um que vinha numa série de coleções lançadas pela revista “Seleções”. Chamava-se Annapurna do Maurice Herzog. Para quem não conhece ou nunca ouviu falar, Annapurna é a décima montanha mais alta do mundo e a primeira com mais de 8.000mts a ser escalada. Feito este que levou meses para ser concretizado. Acontece que resolvi começar a ler este livro. Óbvio que, esta não é uma leitura “normal” para um menino de 10 anos. Óbvio também que nunca foi normal. Então, não há motivo para espanto. Acredito que este sentimento de gostar de montanhas, trekkings, etc e tal tenha surgido por influência do meu pai, quando com menos idade me levava por alguns passeios dele pela Serra do Mar com seus amigos. Lembro que ele tinha uma mochila cargueira da Trilhas & Rumos bem grandona, e eu achava o máximo aquilo. Um fato triste, foi quando ele foi para Agulhas Negras, um dos picos mais altos do Brasil e pela dificuldade era impossível me levar. Fiquei muito triste, chateado e com raiva na época, mas já passou (sic). Enfim, voltemos ao livro. Quando comecei a ler o livro imaginava eu naquele monte de roupas, com mochilas carregadas, botas pesadas, e toda aquela parafernalha de materiais, naquelas montanhas gigantescas de dar “medo” (hoje entendo como respeito) e vislumbrar ao mesmo tempo a imponência e beleza das mesmas. Quando via filmes sobre isso continuava imaginando toda aquela bela cena na minha mente. Aquilo talvez fizesse parte de um sonho como tantos outros. Porém, alguns anos depois, tudo isso acabou indo embora, devido ao rumo que minha vida passou a tomar. A vontade de subir montanhas foi embora junto com várias outras coisas, na mesma velocidade que uma avalanche desce a montanha, mas isto é uma outra história, para talvez um outro dia. Daquele livro, até os dias de hoje passaram-se 23 anos. Acontece que em 2014, resolvi fazer um trekking de cinco dias no Peru, na qual percorremos aproximadamente 100km e cheguei a uma altitude de 4.610mts. Voltei de lá com o pensamento do que poderia vir a seguir. Comecei a fuçar pela internet e vi um treinamento que ocorreria um ano após aquela data de escalada em gelo e neve. Fiquei animado, mas alguns dias depois comecei a pensar: “- Velho, você está velho para isso”. “Acho que isso daí ficou para trás”. “Não é mais época disso”. “Deveria ter começado bem antes, mas não deu”. Pensamentos assim, que as vezes vem para desanimar ou desconstruir sonhos. Mas, acontece que alguns dias depois, pensei: “Peraí, talvez esteja tarde para levar isto como profissão, mas não para encarar como um modo de vida ou esporte”. E foi aí que resolvi levar adiante o projeto pessoal e retomar o sonho e passar a concretizá-lo. Entrei em contato com a equipe responsável (gente de montanha) e desta forma fechei o treinamento. Comecei um treinamento aeróbico, como corridas, bicicleta, saco de boxe, caminhadas e outras coisas que inventei para fazer no fundo de casa. Passei a ler uma infinidade de materiais e livros sobre alta montanha e suas maravilhas. Mas fiz questão também de saber sobre seus riscos. Mal de altitude, edema pulmonar, edemas cerebrais, congelamentos, etc e tal. No treinamento aprendi os princípios básicos para escaladas em montanhas de nível fácil e moderado que são: caminhada com crampons e piolet, progressão em neve, por terreno rochoso/misto, treinamento de quedas, deslocamento em terreno glaciário, montagem de ancoragens em neve e gelo, descida por cordas, uso de piquetas técnicas, planejamento de expedições, logística, climatologia de altitude, navegação em montanhas, noções básicas sobre resgates, aclimatação, fisiologia de altitude, além das aulas do Pedro Hauck de geologia, entre outros. Quanto tempo é necessário para realizar um sonho? Não sei. Depende do seu sonho. Depende de quanto está disposto a dar por ele. De quanto está disposto a se sacrificar por ele. De quanto está disposto a fazer por ele. Por que fazer isso dizem alguns? Porque quero ou porque quis. Simples! Por que escalar montanhas? Como disse Mallory quando perguntaram isto a ele: “Porque ela está lá. Por isso”. Não é simplesmente o fato de subir e descer. É pelo fato da jornada. Do aprendizado. Da privação de confortos. Da superação. Do superar obstáculos e barreiras. Da dor, cansaço, sofrimento…Da conquista. Annapurna?! Quem sabe um dia. Gostaria de agradecer primeiramente e principalmente aos meus pais pelo apoio, embora preocupados sempre (hehehe). Valeu Pedro H da Silva e Maximo Kausch (Equipe Gente de Montanha) pelos ensinamentos destes dias. Levarei para sempre. Valeu também aos companheiros desta jornada. Bons ventos a todos!!!”

Felipe Giongo Krewer - Desenvolvedor de Sistemas
07/08/2015 - Curso de Escalada em Gelo

Sabíamos que não seria fácil, mas a equipe Gente de Montanha cumpriu com excelência o que propuseram. O profissionalismo dos guias dão muita tranquilidade pois sentimos que estávamos sempre em boas mãos, gente que sabe muito bem o que está fazendo. A liderança do Vinícius, a determinação do Kainã e a educação do Igor engrandeceram nossa travessia. O meu muito obrigado à todos e com certeza farei novas travessias com vocês!

Moacyr Procópio V Junior - Engenheiro Civil
30/08/2017 - Travessia Serra Fina

Não poderia ser melhor, desde o primeiro contato até a despedida. Profissionais extremamente experientes, atendimento imediato e prestativo, organização impecável, atenção a todo o momento, pessoas dedicadas e empenhadas e, acima de tudo, muito carinho, amor ao próximo e ao meio ambiente e excelente humor!! Parabéns!!

Ricardo R. Laraia - Juiz
06/03/2017 - Cruce de Los Andes

quer receber novidades, artigos ou promoções?

Parcerias

Abrir a conversa
Fale por Whatsapp!