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Piores
Momentos -
Um
puma em nosso acampamento Texto: Pedro Hauck
Uma vez, um estancieros nos deixou em bar/hotel à beira da estrada. Era um lugar estratégico, como não existem cidades por lá, as pessoas que viajam pela estrada pernoitam naquele lugar para seguir no dia seguinte a viagem. Neste Bar/Hotel conseguimos uma carona de um estanciero que estava indo para Gobernador Gregores, uma cidade no meio do nada. Deixamos nossas mochilas na parte atrás do furgão do estanciero, onde tinha uma cama onde ele devia dormir e onde também ele guardara duas cabeças de ovelha. O velho estanciero, que era um figura mais parecia um Papai Noel vestido de crocodilo dundee ainda deu dois rifles 7,65 e ainda pediu que tomássemos cuidado com a mira telescópica para não bater! No meio do caminho, o estanciero foi contando sua história. Era um homem bastante inteligente, não havia nascido naquele fim de mundo, mas sim viera de Buenos Aires para tentar a vida na Patagônia. O tempo e o isolamento o haviam tornado naquela figura típica de quem vive em lugares selvagens. Ele disse que caçava para comer, e para isso não precisava ir muito longe, da estrada mesmo ele podia atirar em um guanaco ou um ñandu para fazer um churrasco. Ele não costumava comer as ovelhas, que era sua fonte de renda, quem comiam suas ovelhas eram os pumas, os piores inimigos dos estancieros. Os pumas naturalmente se alimentam de guanacos, ñandus ou maras, porém com a intervenção do homem e a inserção das ovelhas na Patagônia, os pumas mudaram seu habito alimentar, pois convenhamos, caçar uma ovelha é muito mais moleza que os animais já adaptados àquele ambiente, por isso também nosso estanciero da carona andava armado, ele nos disse que já havia matado puma na estrada! Por este motivo o puma hoje esta ameaçado de extinção. Num dado momento a estrada se bifurcava. Em um lado ela ia para Gobernador Gregores e outra continuava até El calafate, nosso destino. Os estanciero nos deixou no meio do deserto e continuou seu caminho. Mesmo estando no meio de um deserto ali havia um rio, que era o resultado do derretimento das geleiras dos Andes. Com o dia sol quase se pondo fomos logo acampar ao lado do Rio Chico, onde havia um pequeno oásis. Antes de dormir fui pisando de pedra em pedra para coletar água para a janta e para beber buscando um lugar onde não atolasse o pé na lama. A noite era muito linda no deserto, me senti como se estivesse em um filme do Mad Max. No dia seguinte, com o sol posto, fui buscar água no mesmo lugar da noite anterior, e me deparei com pegadas imensas, maiores que minha mão que eram de um animal que passara de madrugada, UM PUMA! Simplesmente enquanto dormíamos um pequeno felino gigante havia passado por menos de 5 metros de nosso barraca, os rastros e pedaços de outros animais que encontramos ali deu para entender que lá era o restaurante daquele puma por muito tempo. Veja
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Deserto da Patagônia
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