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Piores
Momentos - Edema
cerebral do Maximo no Plata Texto: Pedro Hauck
Estávamos numa forma física melhor que a dos irmãos, e por isso nos afastamos deles. Porém, eles estavam visualmente abatidos e demos a eles nosso chá, ficando sem líquido para beber até a volta para o acampamento. A ascensão foi tendo um ritmo mais lento a medida que ganhávamos altitude. Já aos 6000 metros, não conseguíamos caminhar 5 passos sem parar para tomar um ar e descansar. Chegamos ao ponto em que dormíamos nas paradas, tamanho era nosso cansaço. Porém, não apenas o cansaço que atingia nossos corpos, uma forte de cabeça nos impedia de prosseguir. Quando estávamos quase desistindo avistamos uns destroços de helicóptero no meio da neve, o que me despertou sobre o quanto estávamos próximos ao ponto mais alto daquela montanha. Sabíamos que estes destroços são de um acidente que ocorreu muitos anos atrás quando um infeliz piloto tentou pousar no cume da montanha. O ar rarefeito não o permitiu que seu aparelho planasse sobre o cume de 6300 metros de altitude e ele acabou colidindo coma montanha, matando a si e a um companheiro.
No caminho Maximo parou para vomitar, o que indicava que o mal de montanha estava avançado, mas enquanto mais íamos descendo, mais ele ia melhorando, até que aos 5000 metros, ele já estava completamente recuperado. Quando perguntei o que havia acontecido, ele não se lembrava de nenhuma imagem do cume, e me contou que havia perdido a visão de um olho lá em cima. Veja também:
Fotos
Cerro Plata
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