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Macchu Pichu mais cara! Conheça alternativas para economizar Texto: Pedro Hauck
Até 2000, eram cobrados 50 dólares de permissão para percorrer a trilha, com desconto de 50% para estudantes. Em 2001, devido ao congestionamento de mochileiros e os problemas ambientais que começaram a aparecer, devido ao excesso de gente, a entrada na trilha começou a ser mais controlada. Agora é obrigatório contratar guias e os acampamentos são demarcados, monitorados e cobrados. Isso também trouxe um grande "incentivo" ao trabalhador local, devio ao fato que você passou a ser obrigado à contratá-los. Como o preço da trilha ficou salgado demais para bolsos dos mochileiros tupiniquins, ficou impossível fazer a trilha por conta própria, isso por que o preço cobrado nas agências é de mais ou menos 110 dólares, o pacote mais econômico, que só inclui guias e acampamento, ficando equipamentos, comida e transporte por conta própria. Lembrando que só o trem que leva até o início da trilha e trás de volta até Cuzco está custando 30 dólares. Isto faz que, quem quiser visitar Machu Picchu e não quer gastar muito dinheiro vai ter que economizar na viagem, ou seja, nada de avião. O jeito mesmo vai ser viajar via terrestre. Para quem gosta de aventura esta noticia não é nada mal, pois a mais tradicional maneira se de chegar à cidade sagrada dos Incas é muito barata e revela ao viajante belíssimas paisagens e uma experiência cultural riquíssima, o que complementa a viagem e sem duvida a tornará inesquecível. Este jeito tradicional é ir para o Peru passando pela Bolívia. Brasil - Machu Picchu via terrestre Para chegar lá basta pegar um ônibus de qualquer ponto do Brasil para Corumbá/MS, coração do Pantanal, onde fica a mais movimentada fronteira entre Brasil e Bolívia. O ônibus irá parar na rodoviária da cidade e depois leva até Puerto Quijarro, a primeira cidade Boliviana, onde se carimba o passaporte e apresenta o certificado de vacina de febre amarela, obrigada para entrar no país. Em Quijarro o único meio de transporte para o resto da Bolívia é o famoso Trem da Morte, que hoje já não assusta tanto, pois ele foi privatizado e conta com vagões de primeira qualidade, como é a classe Super Pulmann, que tem ar condicionado, televisão, três refeições e assentos que quase viram cama. Claro que isto tem um preço, 20 dólares, porém ainda existe a Segunda classe, que custa só 5 dólares e faz jus ao nome do trem com algumas melhorias, o que não significa muito. O trem sai de segunda aos sábados às 14 horas, e chega em Santa Cruz de la Sierra no dia seguinte, por volta das 9 da manhã. (Leia: Piores Momentos - Trem da Morte) Em Santa Cruz, a rodoviária e a estação de trem ficam no mesmo lugar, o recomendável é comprar a passagem de ônibus para a noite e passar o dia na cidade, comer em um restaurante no centro próximo à praça 24 de setembro, que custa em média dois dólares. De Santa Cruz, o próximo passo é Cochabamba, subindo a cordilheira dos Andes. Esta parada é fundamental para que o corpo se aclimate à altitude, para evitar que em La Paz você venha sofrer de "soroche", o mal da montanha. Em Cochabamba existe uma dezena de hotéis próximos à rodoviária, a atração da cidade é o mercado de música que fica também ali perto e o Cristo de la Concórdia, situado no alto de um morro, o Cerro San Pedro. Dali se tem uma bela visão da cidade e da cordilheira, além de ser um teste para ver como você irá se comportar nas escadarias da trilha Inca. Seguindo o roteiro, a próxima parada é La Paz, a capital mais alta do mundo, à 3500 metros de altitude, rodeada pelas montanhas nevados da Cordilheira Real, o que já é um atrativo e tanto. Lá é possível subir até o alto de uma destas montanhas, o Cerro Chacaltaya, de 5600 metros, onde fica a pista de esqui mais alta do mundo. Pisar no cume de uma alta montanha e avistar todos os outros cumes nevados ao redor é uma experiência marcante, não custa caro, apenas 3 dólares e não requer muito esforço e nem conhecimento, já que a van te leva até o refúgio Chacaltaya, muito próximo ao cume. Em La Paz ainda há inúmeros passeios para se fazer, como conhecer Tiwanaku, uma das ruínas pré-colombianas mais antigas, o vale da Lua e a própria La Paz, que com suas ruas caóticas e população quase toda indígena contrastando com edifícios modernos do Centro. A próxima parada é Copacabana, às margens do paradisíaco lago Titikaka, onde se faz acesso por barco para a Ilha do Sol e da Lua, que abrigam ruínas Incas e lindas paisagens que valem a pena gastar alguns dias. O lago também é a fronteira entre a Bolívia e o Peru. Kasani é o povoado onde se faz toda a burocracia de entrada no Peru, de lá existe transporte para Puno, a última parada antes de Cuzco, aonde fica as ilhas de Totora, que são ilhas artificiais feitas de Junco. Todo este roteiro, incluindo hospedagem e refeições não sai tão caro, tranqüilamente algo em torno de 80 dólares, desde que você não seja muito dispendioso e também esteja disposto a confrontar certas roubadas como viajar de jardineira, dormir em hotéis vagabundos, mas que com certeza será muito engraçado e uma experiência única, Machu Picchu não seria a mesma se não fosse feito assim, na aventura! Veja
também : Fotos
Machu Picchu 2001
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