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Fisiologia de Montanha - Consequências ao organismo Texto: Maximo Kausch Causado por perda de fluídos sangüíneos através de osmose. Os escaladores começam a perder a capacidade pulmonar gradativamente e tossir tais fluídos. Edemas pulmonares podem ser fatais se não tratados em questão de horas. Um bom remédio para este tipo de edema é simplesmente perder altitude. Este tipo de edema geralmente acontece quanto o escalador não se aclimata corretamente. Algumas pessoas, mesmo depois de longos processos de aclimatação, acabam contraindo edemas pulmonares. Um quadro de mal de montanha pode evoluir para edema pulmonar severo em questão de horas. Cada pessoa responde diferentemente à altitude e para os que ainda não tem experiência, é melhor se prevenir e ficar cauteloso ante edemas pulmonares. Aumento da Hemoglobina Estimulada pela falta de oxigênio (hipóxia) a medula óssea produz mais células vermelhas para assim conduzir mais oxigênio para o corpo. Por um lado, isso é bom pois o sangue contém mais oxigênio, mas por outro (aliás, outros dois), o sangue coagula facilmente, especialmente com a desidratação que é normal em altitudes extremas. Pelo fato do sangue se tornar mais espesso, ele circula com mais dificuldade pelo corpo, especialmente nas extremidades. Isso faz com que as calorias sejam mal distribuídas, podendo levar um membro ao congelamento em questão de minutos. Edema Cerebral
Hemorragias retinais
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Derrames Retinais Desidratação Para manter o ritmo da circulação, os pulmões acabam trabalhando muito mais do que o normal. Muito mais água é perdida pelo vapor expirado, e isso pode levar logo à desidratação. Médicos recomendam que os escaladores bebam aproximadamente 6 litros por dia. Mas em si, isso já é uma luta, já que a água é conseguida por derretimento de neve. Náuseas e falta de sede, mesmo com a desidratação, são muito comuns nas altitudes extremas. Fadiga Muscular Devido ao consumo excessivo de oxigênio, os músculos ficam cansados facilmente. O gasto calórico chega a 2 ou 3 vezes maior que o nível do mar. Mesmo as simples atividades como respirar e dormir, acabam tornando-se cansativas. As reservas de energia dos músculos é consumida rapidamente se a necessidade calórica não for suprida pela alimentação. Acima de 5500 metros de altitude, o corpo não consegue repor mais os gastos, a massa muscular é consumida rapidamente. Isso faz parte da deterioração a que o escalador é submetido em altitudes extremas. Digestão O excessivo gasto calórico e também o excessivo consumo de oxigênio por parte dos músculos de maior porte (pernas, braços, abdómen), deteriora o processo da digestão nas grandes altitudes. Os músculos digestivos não trabalham mais como nas altitudes baixas. A zona acima de 5500 metros é chamada de "zona da morte" exatamente por isso. Até este ponto, o consumo calórico e de oxigênio, se balanceiam. Atividades simples como respiração, não requerem tanto oxigênio e calorias, sobrando assim, recursos para a digestão. Mas acima desta altitude, o processo se inverte e o corpo começa a se auto-consumir. A massa muscular é consumida rapidamente. Numa aclimatação mal sucedida (ou mesmo na bem sucedida), é comum que o escalador adquira diarréia. Falta de apetite e ausência de sede também são comuns nas grandes altitudes. É normal numa escalada a uma montanha de 6000 metros, que o escalador perca de 5 a 10 kg de massa. Em 1986, o espanhol Fernando Garrido quebrou o record mundial de permanência em altitude. Ele ficou mais de 60 dias no cume do Aconcágua, com 6962 metros. Garrido perdeu mais de 22 kg e teve que ser resgatado! Congelamentos
Mesmo com roupas de penas de ganso (um dos melhores isolantes térmicos existentes) ou de fibras sintéticas, o corpo não quase não consegue produzir calorias e destiná-las às extremidades. A idéia das roupas é de parar um pouco a perca do calor do corpo para o ambiente. Frio de 30 graus negativos é totalmente diferente quando se está a 6000 metros e ao nível do mar. A perca de calor é muito maior nas grandes altitudes. Leia mais
a fundo: Tratamento
aos congelamentos
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