Maximo Kausch é escolhido atleta do ano pela revista Go Outside

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(Capa da revista Go Outside de abril de 2013)

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Maximo Kausch em busca da sua empreitada de escalar os 110 maiores gigantes da América do Sul é reconhecido pela maior revista sobre o assunto e leva o Prémio Outsiders de 2013.

Nenhum trocadilho com o seu nome será capaz de expressar o quão incrível é o atleta Maximo Kausch, montanhista nascido na Argentina com raízes e coração fincados no Brasil. Além de muita gente séria ter essa mesma opinião, quem disse também foi a revista Go Outside, a mais importante publicação sobre esportes outdoor no Brasil e uma das maiores do mundo. No mês de Abril, quem protagonizou a capa dessa publicação foi ele, que ganhou o Prêmio Outsiders de 2013, na modalidade montanhismo, não só por ter sido um dos aventureiros com os feitos mais relevantes em 2012, mas por todo o conjunto da obra.

Com o seu projeto 110 gigantes”, Maximo acaba sendo o 111º gigante. Com uma empreitada que consiste em escalar as 110 montanhas com mais de 6 mil metros dos Andes, a denominação “Gigante” é a que mais lhe cai bem. A ideia nasceu em 2009 e Máximo então começou a debruçar-se em estudos baseados em dados produzidos por imagens de satélites feitos pela Nasa, mas só em 2012 comprou a sua motoca e partiu para a pernada.

A empreitada é inédita e grande, assim como o seu currículo. Até o momento, ele já escalou 49 picos e, atualmente, está em Catamarca, na Argentina, para escalar mais oito montanhas com mais de 6 mil metros e até meados de maio Kausch pretende chegar à marca de mais de 50% do seu objetivo.

Apesar do valor histórico do projeto, o atleta não possui qualquer patrocínio e o que salva as suas finanças é o seu trabalho como guia de montanhas nos Andes, Nepal, Tibete e Paquistão.

Para acelerar o projeto, o montanhista parece fazer o possível e o impossível, como escalar duas montanhas no mesmo dia, quando o normal seria dois dias para cada montanha.

Muitas das montanhas por ele escalado são desconhecidas da maioria das pessoas e por isso são pouquíssimo frequentadas, o que aumenta a dificuldade e o isolamento. Neste ano ele irá finalizar a escalada de todos os 6 mil do Chile e da Argentina e seu próximo passo será escalar as montanhas do Peru e Bolívia, mais técnicas e perigosas.

Mesmo no meio do caminho, a premiação é justa e chega em hora certa para quem sabe, ele não feche um patrocínio para se dedicar mais ao projeto.

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