A escalada do Vulcão Chillán foi uma das inesperadas que já fiz. Eu nunca havia ouvido falar sobre este vulcão e fui parar na base dele meio por acaso. Acontece que o Vulcão Chillán é uma área verde muito próxima do vale central do Chile, que é a zona mais habitada do país.
Olhando no mapa, Eu e Maximo procurávamos um lugar agradável e tranqüilo bem longe da Ruta 5 que é a estrada panamericana. Assim, encontramos uma tal "Termas de Chillán" que é um lugar aos pés do vulcão que tem piscinas termais. Uma vez nas Termas, que de termas não vi nada, só um hotel e uma pista de esqui, fomos procurar informações sobre como escalar o vulcão. As pessoas do hotel nos aconselhou ir com um guia, que era muito difícil a escalada, obviamente ignoramos e fomos sozinhos mesmo.
Só existe um porém, das Termas de Chillán não dá para ver o Vulcão, de maneira que saímos para escalá-lo sem mesmo ver como ele é. Assim, depois de chegar no topo da pista de esqui nos deparamos com duas montanhas, e não sabíamos qual delas era o tal Vulcão.
Fomos pelo bom senso e nos dirigimos para a montanha que obviamente mais se aparentava com um vulcão. Atravessamos uma espécie de deserto formado por areia vulcânica, uma paisagem semelhante com marte e em poucas horas chegamos ao topo daquele formigueiro gigante que era a aparência daquele vulcão.
Não havia nenhuma dificuldade, e acho que nem podemos considerar esta ascensão como uma escalada. Na verdade, a dificuldade mesmo, foi só conseguir uma informação verdadeira sobre aquela montanha, uma vez que os chilenos estavam mesmo é interessado em nosso dinheiro. Por isso, não falaram nada a respeito do vulcão, para que assim contratássemos um guia, o que nos forçou a subir sem mesmo saber para onde estávamos indo. Mesmo assim nos divertimos bastante.
Em 2003, decidimos escalar o vulcão Tupungato pela face oeste. Este vulcão é de proporções muito maiores e tem várias escaladas técnicas por esta rota. Em Santiago do Chile, o clube andino não soube informar quando foi que alguém escalou a rota por última vez. A solução foi ir lá para descobrir. Acabamos escalando um vulcão vizinho, com 5200 metros de altitude, só para poder ver a rota até o cume do maior vulcão.
Em janeiro de 2004, fomos o Aconcágua por segunda vez. Daquela vez, decidimos subir a rota do glaciar leste, sem ascensões por aproximadamente 15 anos. Em Mendoza, na Argentina, ninguém soube dizer sobre as condições ou mesmo aproximação da rota. Possuíamos, apenas, uma fotocópia de um desenho da rota, o que não ajudava muito. Novamente, a solução foi ir para lá e ver com os próprios olhos, como sempre...